Uma nova geração do investimento social: arranjos institucionais para impacto coletivo

Autor(es) : Sergio Andrade

A incorporação de tendências internacionais pelo campo do investimento social privado (ISP) no Brasil tem aproximado seus protagonistas de modalidades mais complexas de governança nas iniciativas que desenvolvem. Um maior nível de ambição em termos de impacto e escala, pressões financeiras e busca por efetividade têm levado ao aprofundamento da compreensão sobre impacto coletivo, conceito esboçado na Universidade de Stanford nos anos 2010. As características brasileiras reforçam a importância da atuação do ISP em causas estruturantes, em arranjos para o fortalecimento de políticas públicas envolvendo, principalmente, entes públicos locais, em colaboração direta ou em sinergia com organizações da sociedade civil. As experiências de impacto coletivo, embora ainda pouco numerosas no Brasil, surgem como alternativa na solução de problemas complexos dessa natureza, que pedem abordagem sistêmica, coordenação e cooperação entre organizações intersetoriais. Este texto aborda duas experiências que revelam o potencial desse modelo, baseado em avaliação e feedbacks contínuos para aprendizagem rápida e gestão adaptativa.

Este artigo integra a publicação seriada Artigos GIFE , que publica reflexões e análises de pesquisadores brasileiros de diferentes áreas do saber com o objetivo de estimular, ampliar e disseminar a produção de conhecimento qualificado sobre o campo da filantropia, do investimento social privado e da sociedade civil no Brasil.

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10.33816/gife.20190102a3
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